Diretores

Beto Brant

Beto Brant, nascido em Jundiaí, dirigiu os filmes Os Matadores (1997) e Ação Entre Amigos (1998), dando início à parceria com o escritor e roteirista Marçal Aquino e o diretor e produtor Renato Ciasca. Sócio da empresa Drama Filmes, produziu e dirigiu os filmes O Invasor (2002), Crime Delicado (2005), Cão Sem Dono (2007), O amor segundo B.Schianberg (2009) e Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2012). Em 2013, entrou em cartaz com o filme Mundo Invisível, produzido pela Mostra e Gullane Filmes, do qual toma parte como diretor do episódio Kreuko. Seu documentário Pitanga participou da 40ª Mostra, onde recebeu o Prêmio da Crítica de Melhor Filme Brasileiro. Em 2017 o filme Ilú Obá De Min, homenagem a Elza Soares, a Pérola Negra, foi exibido a céu aberto no Memorial da América Latina, no Festival Latinoamericano de Cinema de São Paulo. Em 2020, lançou o curta-metragem Beth Beli Maestra produzido pelo UOL. 

 

Guilherme Coelho

Nasceu no Rio de Janeiro. Depois de estudar jornalismo, teatro e se formar em economia, fundou a Matizar Filmes. Seus documentários Fala Tu (2003, 27ª Mostra), PQD (2007, 31ª Mostra), Fernando Lemos, Atrás da Imagem (2005, 30ª Mostra) e Um Domingo com Frederico Morais foram exibidos em diversos festivais ao redor do mundo, incluindo Festival de Berlim (Panorama), Cinéma du Réel, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Produziu Jogo de Cena e Moscou, do documentarista Eduardo Coutinho.

Em 2015, Guilherme fez parte do Berlinale Talent Campus e, ainda naquele ano, estreou no cinema de ficção com Órfãos de Eldorado (2014, 39ª Mostra). Escrito e dirigido por Guilherme, o filme foi exibido em diversos festivais. Em 2017, Guilherme participou do Programa de Talents em Buenos Aires. Atualmente está desenvolvendo seu segundo roteiro de longa-metragem, Neuros, que foi selecionado para a Paris Co-Production Village (2018) e Script Circle, Berlim (2018). Além disso, acaba de finalizar o documentário Luz Acesa, selecionado para a 44ª Mostra.

Ai Weiwei

Nasceu em Pequim, China, em 1957. Dissidente político e um dos principais artistas contemporâneos, Ai Weiwei também atua como cineasta, fotógrafo e arquiteto. Filho de Ai Qing, um dos poetas mais conhecidos da China, ele cresceu no exílio dentro do próprio país. Quando jovem, Ai Weiwei se mudou para Nova York, onde estudou por um período na Parsons School of Design, mas seu principal aprendizado aconteceu com artistas e intelectuais locais. Retornou à China no começo da década de 1990, época em que realizou alguns de seus trabalhos mais famosos, como a destruição de uma urna milenar da dinastia Hun e a série de fotografias Estudo de Perspectiva. Entre seus filmes mais conhecidos, estão os documentários Disturbing the Peace (2009), So Sorry (2012) e Ordos 100 (2012). Em 2017, na 41ª Mostra, Ai Weiwei assinou o cartaz da edição, apresentou o documental Human Flow - Não Existe Lar se Não Há para Onde Ir e foi homenageado com o Prêmio Humanidade. Na 44ª Mostra, ele exibe Coronation e Vivos.

Jafar Panahi

Nasceu em Minaeh, no Irã, em 1960, e estudou direção de cinema e TV em Teerã. Foi assistente de direção de Abbas Kiarostami em Através das Oliveiras (1994), vencedor do Prêmio da Crítica na 18ª Mostra. O Balão Branco (1995, 19ª Mostra), seu primeiro longa-metragem na direção, recebeu o prêmio Caméra d’Or para novos diretores no Festival de Cannes. Dirigiu também obras como O Espelho (1997, 22ª Mostra, na qual foi membro do Júri Internacional), O Círculo (2000, 24ª Mostra), ganhador do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Ouro Carmim (2003, 28ª Mostra), Prêmio de melhor filme na mostra Um Certo Olhar, em Cannes, e Fora do Jogo (2006, 30ª Mostra), vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. Em 2010, foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar ou sair do Irã por 20 anos sob a acusação de fazer propaganda contra o governo iraniano. No ano seguinte, realizou Isto Não É um Filme (2011), exibido na 35ª Mostra e que recebeu o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim. Também assinou a direção de Cortinas Fechadas (2013, 37ª Mostra), Táxi Teerã (2015), melhor filme no Festival de Berlim, e 3 Faces (2018). O cineasta recebeu o Prêmio Humanidade na 42ª Mostra, em 2018.